terça-feira, 21 de outubro de 2008
Fidel está melhor e intelectualmente muito ativo, diz chanceler cubano
O comandante Fidel Castro, 82, "está melhor e se recupera de uma doença muito grave que enfrentou", afirmou nesta terça-feira o chanceler cubano, Felipe Pérez Roque, que visita o México.
Em entrevista à emissora mexicana Televisa, Roque disse que Fidel teve uma doença "longa e com várias cirurgias, mas está se recuperando e do ponto de vista intelectual está muito ativo".
Em 2006, o líder cubano foi levado à sala de cirurgia por causa de uma doença intestinal que lhe impediu de aparecer em público e o obrigou a deixar a Presidência para seu irmão Raúl Castro.
"O presidente de Cuba é Raúl Castro, não há dúvidas sobre isso. Fidel é o líder da revolução; sua autoridade moral e sua experiência estão a serviço do nosso povo, mas a função de presidente é exercida por Raúl", disse o chanceler cubano.
Pérez Roque assinalou que amanhã se reunirá com o presidente mexicano, Felipe Calderón, para lhe entregar formalmente um convite de Raúl Castro para que visite a ilha.
domingo, 15 de junho de 2008
Chávez anuncia que visitará amanhã o líder cubano Fidel Castro
"Amanhã, vou visitar Fidel. Tenho reunião com Fidel, vamos trabalhar", disse Chávez, sem dar mais detalhes, durante seu programa de rádio e televisão dominical "Alô, Presidente".
De um centro de recuperação oficial, nos arredores de Caracas, o presidente conversou com um grupo circense cubano.
Como é habitual, Chávez elogiou Fidel Castro, a quem chamou de "pai nosso" e o felicitou por ocasião do Dia dos Pais na Venezuela.
O líder da revolução bolivariana também celebrou os 80 anos do nascimento do guerrilheiro Ernerto "Che" Guevara, lembrado neste sábado.
"Viva Fidel, amanhã estarei (...). Viva o 'Che' Guevara, que ontem completou 80 anos", disse o chefe de Estado venezuelano.
Chávez realizou em 8 de março uma visita não anunciada a Havana, na qual se reuniu com o presidente cubano, Raúl Castro, e também se reuniu com Fidel Castro, a quem encontrou em "boas condições físicas, dentro de suas circunstâncias", disse em Caracas três dias depois.
Desde que Fidel Castro se afastou devido a sua doença, em julho de 2006, Chávez viajou à ilha pelo menos oito vezes, por motivos oficiais ou em breves escalas, e sempre se reuniu com o líder cubano.
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terça-feira, 10 de junho de 2008
Oposição cubana prefere que Obama ganhe eleições dos EUA
A oposição interna de Cuba prefere que o próximo presidente dos Estados Unidos seja o democrata Barack Obama já que ele favorece reformas na ilha com sua política externa de diálogo aberto.
O economista Óscar Espinosa, um dos 75 opositores condenados na onda repressiva de 2003 do governo de Fidel Castro, diz que a vitória de Obama nas eleições presidenciais contra o republicano John McCain seria "muito positiva para Cuba" e garantiria "uma mudança de uma política cuja prática tem servido para manter o totalitarismo em Cuba e tem sido muito prejudicial".
"Uma atitude flexível como a de Obama pode ajudar os setores reformistas presentes no governo, no partido comunista e na sociedade cubana", afirmou Espinosa, que tem licença extra-penal por motivos de saúde.
O também dissidente Vladimiro Roca explicou que "a proposta do candidato democrata é a mais sensata", mas também a menos conveniente para o governo cubano, porque "rompe o esquema de sítio que mantém para justificar a repressão".
Para Roca, McCain, que provavelmente manteria a política de embargo a Cuba do presidente George W. Bush, ajudaria "a linha dura e o enfrentamento verbal para manter o status de que são um país sitiado pela maior potência do mundo".
Outro dissidente, Manuel Cuesta Morúa, do moderado Arco Progressista, destacou que o "discurso e a possível eleição de Obama não chegam em um bom momento porque, embora seja paradoxo, para que o governo possa realizar reformas, é necessário que McCain ganhe as eleições".
Segundo Morúa, a pressão sobre os EUA seria muito maior caso Obama ganhe as eleições, o "império perderia visibilidade para o povo cubano".
Segundo analistas consultados pela agência de notícias internacionais Efe, a perspectiva de uma mudança na política norte-americana com o novo presidente forçará Cuba a repensar sua estratégia com os Estados Unidos.
Sem descartar confrontos pontuais, como quando os candidatos forem a Miami, em reduto de exilados cubanos nos EUA, analistas concordam em dizer que o governo de Raúl Castro manterá um "perfil baixo" nos próximos meses, sem propagar acusações.
"A posição do governo diante da campanha presidencial dos EUA deve ser de perfil baixo, porque já não há discursos e não é a mesma coisa falar e escrever uma nota em um jornal", disse um dos analistas, em referência aos extintos discursos de Fidel.
Oposição, diplomatas e analistas esperam para ver a reação do atual líder cubano Raul Castro com a saída gradual de seu irmão, Fidel Castro, do governo que ditou por décadas.
Fidel
Fidel não aparece em público desde janeiro deste ano, mas escreve freqüentemente sobre as eleições norte-americanas em sua coluna "Reflexões", publicada pelos veículos governistas da ilha.
Castro criticou Obama em maio por anunciar que manteria o embargo à ilha e dizer que Cuba vivia sob uma ditadura. Contudo, ele afirmou que "do ponto de vista social e humano, é o candidato mais avançado" e que "não foi responsável pelos crimes cometidos pelos EUA contra Cuba e contra a humanidade".
Segundo suas colunas, Castro prefere a vitória de Obama porque "faria um enorme favor a seus adversários".
Fidel acusou McCain de ser um "instrumento da máfia" e chamou-o de "débil" em situações difíceis, mentiroso e defensor dos terroristas.
terça-feira, 3 de junho de 2008
Cuba quer substituir metade de importações de arroz em cinco anos
Cuba produz atualmente 250 mil toneladas de arroz e no ano passado importou 600 mil toneladas, principalmente do Vietnã e da China, com um preço no mercado internacional que oscilou entre os US$ 400 a tonelada no começo do ano e os US$ 1.200.
"Fizemos o programa a cinco anos, aos cinco anos avaliamos", disse hoje Pérez Lama, após participar do 4º Congresso Internacional do Arroz em Havana.
Segundo o vice-ministro, a base produtora será estatal.
Em sua apresentação, o vice-ministro indicou que o aumento da produção será realizado com a estratégia de recuperar 150 mil hectares dos antigos arrozais, a incorporação de outros 150 mil hectares de novas áreas e o aumento dos rendimentos, mas não precisou o valor total do investimento.
O vice-ministro indicou que o custo médio de produção da tonelada em Cuba se encontra acima dos US$ 250 por tonelada, quantidade que chega aos US$ 430 no caso do cultivo especializado desse grão.
"Sempre o custo de produção de arroz no país foi mais barato que hoje o da importação, isso não foi assim há muito tempo", disse.
Ele explicou que pela alta demanda de água a qual requer o arroz, apesar de ter havido "os recursos e as condições", a seca que atingiu especialmente o leste cubano nos últimos anos não permitia um aumento da produção de arroz.
O plano prevê, disse, a "asseguração de recursos integral, investimentos de maquinaria, manutenção de irrigação, indústria e insumos (provisões) produtivos".
O Governo do presidente Raúl Castro confia em que as reformas introduzidas no setor agrícola cubano começarão a dar resultados em sua balança comercial a partir de 2009, com a queda das importações de alimentos de entre 5% e 10%.
Cuba antecipa um "reordenamento" do setor agrícola, imerso em uma precária e deprimida situação, com base na descentralização administrativa, na entrega de meios a camponeses e cooperativas, melhores preços para os produtores e terras em usufruto para aqueles que pedirem.
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sábado, 31 de maio de 2008
Cuba quer Brasil como parceiro número um, diz vice-presidente cubano
Agora temos o desafio de que o Brasil seja o parceiro número um de Cuba e estamos favoravelmente dispostos a este objetivo", disse hoje Lage em declarações divulgadas pela oficial Agência de Informação Nacional (AIN) durante um encontro com Amorim.
Amorim disse nesta sexta, que "neste momento novo, renovado, que vive Cuba o Brasil não quer ser o parceiro número dois ou número três, mas sim o parceiro número um".
Fontes brasileiras informaram à Agência Efe que hoje Amorim se reuniu e almoçou com Raúl Castro. No encontro, Amorim entregou a Raúl uma carta enviada pelo presidente Luis Inácio Lula da Silva na qual o governante brasileiro agradece pela hospitalidade e convida o presidente cubano a visitar o Brasil.
Raúl recebeu o convite de forma "positiva" embora não tenha dado uma resposta sobre uma possível viagem ao Brasil.
O encontro entre os dois líderes aconteceu depois que o chefe da diplomacia brasileira e Carlos Lage liderassem uma sessão conjunta de representantes de ambos países com o intuito analisar como estão os 10 acordo assinados em janeiro.
Esses acordos abrangem, entre outros, o setor agrícola, o energético e o médico-farmacêutico e incluem créditos para o financiamento da compra de alimentos -neste momento no valor de 200 milhões de dólares-, a ampliação de uma planta de níquel e equipamentos para a piscicultura.
Estes acordos abrangem, entre outras questões, os setores agrícola, energético e o médico-farmacêutico e incluem créditos para o financiamento da compra de alimentos - neste momento, no valor de US$ 200 milhões -, a ampliação de uma usina de níquel e equipamentos para a piscicultura.
Segundo o ministro de Comércio Exterior, Raúl de la Nuez, o comércio bilateral ficou em torno dos US$ 450 milhões em 2007, especialmente por causa das importações cubanas de alimentos, da maquinaria agrícola e dos equipamentos de transporte.
Além disso, disse que Cuba está aumentando suas exportações para o Brasil, principalmente de produtos de biotecnologia e da indústria farmacêutica.
Após participar na última sexta de um fórum empresarial, Amorim destacou a colaboração no setor de alimentos e disse a jornalistas que está em processo de estudo um crédito, que poderia chegar a US$ 600 milhões para financiar infra-estruturas e serviços.
No mesmo dia, Amorim se reuniu com o chanceler cubano, Felipe Pérez Roque, que chamou a visita de seu colega brasileiro de "momento de importância excepcional nas relações e deixará como marca um renovado impulso às relações entre os países".
Fontes da Chancelaria brasileira disseram que Amorim viaja hoje para Roma, onde acompanhará o presidente Lula na reunião da FAO e se encontrará com representantes da Secretaria de Comércio dos Estados Unidos para discutir a Rodada de Doha da Organização Mundial do Comércio (OMC).
UOL
sábado, 12 de abril de 2008
Governo de Cuba planeja mais reformas, diz jornal oficial
Um artigo publicado no jornal oficial do Partido Comunista de Cuba, o Granma, afirma que as reformas anunciadas recentemente pelo presidente Raúl Castro podem ser apenas o início de mais mudanças.
O texto também elogia a recente suspensão de restrições em diversos setores da economia.
Nesta sexta-feira, o governo de Cuba anunciou mais uma mudança. Uma medida publicada no diário oficial vai tornar mais rápidos os trâmites para que trabalhadores possam adquirir moradias estatais.
Com a medida, os funcionários públicos que alugam casas do Estado poderão ter a propriedade dessas habitações, além de deixá-las como herança para seus filhos.
Antes, eles corriam o risco de perder as casa quando se aposentassem.
Segundo o correspondente da BBC em Havana, Michael Voss, a nova medida publicada nesta sexta-feira vai beneficiar principalmente famílias de militares, trabalhadores nos setor de açúcar e de construção, médicos e professores.
No entanto, comprar e vender propriedades ainda continua proibido.
Mudanças Desde que assumiu oficialmente o lugar de seu irmão, Fidel Castro, em fevereiro, o presidente Raúl Castro introduziu uma série de reformas na ilha.
O governo já anunciou a permissão para que cubanos se hospedem em hotéis antes destinados exclusivamente a estrangeiros. Também permitiu que a população tenha acesso irrestrito a telefones celulares, eletrodomésticos, DVDs e computadores No início deste mês, o governo anunciou que vai ceder terras estatais ociosas a cooperativas e produtores privados, em uma medida destinada a impulsionar a produção de alimentos, café e fumo.
UOL
terça-feira, 1 de abril de 2008
Cuba vive série de pequenas revoluções diárias incentivadas por Raúl
HAVANA, 1 Abr 2008 (AFP) - Todos os dias, os cubanos se vêem em meio a uma série de pequenas mudanças, incentivadas por Raúl Castro, que discreta e gradualmente tem implantado novos paradigmas na vida cotidiana da ilha.
Informados pelo que chamam de "rádio bemba" (comentário boca a boca), milhares de cubanos foram aos armazéns nesta terça-feira para comprar ou simplesmente ver os preços de uma série de produtos eletrônicos, com venda restringida desde 2003 devido ao déficit energético do país, segundo explicações oficiais.
Panelas de pressão elétricas, DVDs, vídeos e motos elétricas começaram a ser novamente disponibilizados; em breve, haverá também computadores, microondas e outros, que devem chegar aos armazéns a qualquer momento.
"Estou muito feliz com minha panelinha", disse à AFP Marlén Pérez, universitária que comprou nas "Galerías Paseo", uma das lojas mais populares de Havana.
A comercialização desses produtos é uma das proibições derrubadas por Raúl Castro, cinco semanas após ter sido eleito presidente em substituição a seu irmão, Fidel, que desistiu da reeleição devido a seu debilitado estado de saúde.
Na segunda-feira, os hotéis cubanos, reservados exclusivamente ao turismo internacional desde 1993, voltaram a abrir suas portas aos cubanos. A medida deve atrair para o país cubanos residentes no exterior, que viriam visitar a família.
Da mesma forma, cubanos agora também poderão alugar carros, e já circulam rumores de que a comercialização de automóveis particulares seria liberada em breve.
"Essas medidas são mais políticas que econômicas. Quem vai querer ir a um hotel ou alugar um carro? Mas ficamos felizes em saber que agora temos a liberdade de fazê-lo", comentou Alfredo Rodines, um engenheiro de 43 anos.
No dia próximo dia 14, começará a venda livre de linhas para telefones celulares, única das medidas anunciadas na imprensa. Raúl, general do Exército, pratica uma tática de avanço passo a passo, sem publicidade ou sobressaltos.
Em julho, quando ainda era presidente interino, Raúl anunciou a necessidade de realizar mudanças e reformas, "inclusive estruturais", na economia, em busca de mais eficiência.
Um debate nacional, lançado por Raúl - um militar com fama de pragmático, organizado e bom administrador -, deu margem a fortes expectativas por parte da população, que ele se encarregouy de moderar e de incentivar ao "trabalho duro" para que o país avance.
O novo presidente constatou que 51% da terra cultivável da ilha "está ociosa ou é subexplorada", um grave problema se forem levados em conta a alta global dos preços dos alimentos - por ano, a ilha importa 1,5 bilhão de dólares em produtos alimentícios.
Após a realização de um estudo, teve início uma verdadeira reforma agrária baseada na entrega massiva de terras ociosas, melhores preços a produtores e a descentralização de decisões em benefício dos municípios.
As novas Delegações Municipais de Agricultura são as peça fundamental do processo de descentralização. A partir de "um novo conceito", essas instâncias "terão autoridade para tomar decisões e assumir responsabilidades", além de explorar "toda a terra" e "aperfeiçoar a comercialização", informaram o jornal oficial Granma e a televisão estatal cubana. UOL Busca - Veja o que já foi publicado com a(s) palavra(s)