sábado, 31 de julho de 2010

Quem é o Coronel Paim

Nome: Edson Nogueira Paim
Local: Aquidauana, Mato Grosso do Sul



Cirurgião Dentista e Médico Clínico e Sanitarista - Doutor em Saúde Pública - Tenente Coronel Reformado do Quadro de Dentistas do Exército, aguardando publicação da promoção ao Posto de Coronel, em ressarcimento de preterição. Autor dos livros "Sistemismo Ecológico Cibernético", "Sistemas, Ambiente e Mecanismos de Controle" e da Tese de Livre-Docência: "Profilaxia do Acidente de Trânsito" - Professor Adjunto IV da Faculdade de Medicina (UFF) - Disciplinas: Epidemiologia, Saúde Comunitária e Sistemas de Saúde Professor Titular de Metodologia da Pesquisa Científica - Fundação Educacional Serra dos Órgãos (FESO)

sábado, 5 de junho de 2010

Dissidentes detidos em Cuba já foram liberados

Terra
04 de junho de 2010 • 23h34

Foram confirmadas as detenções de 38 dissidentes cubanos nas últimas 48 horas, mas as mesmas fontes afirmam que todos eles já foram libertados sem acusações formais.

Héctor Palacios, líder do grupo opositor Unidade Liberal da República de Cuba, disse à agência Efe, em Havana, que os detidos participariam de duas reuniões, uma de seu grupo e outra da também opositora Agenda para a Transição Cubana.

Segundo Palacios, a maior parte dos detidos foram levados a dependências da Polícia, enquanto outros foram impedidos de deixar os locais onde estavam ou obrigados a retornar a suas casas por ordem das forças de segurança.

No entanto, ao longo da quinta e da sexta-feira, todos os detidos foram liberados sem acusações, explicou Palacios, membro do chamado "Grupo dos 75", opositores presos na repressão da "Primavera Negra" de 2003.

Apesar das detenções, o dissidente afirmou que as assembleias chegaram a acontecer. Os membros que se reuniram discutiram a situação do país e os casos de Guillermo Farinas, em greve de fome há mais de 100 dias para pedir a liberdade dos presos, e das "Damas de Branco".

Palacios afirmou que em Cuba há um "estado repressivo altíssimo" apesar das expectativas criadas há algumas semanas com a mediação da Igreja Católica cubana perante o Governo de Raúl Castro a favor dos presos políticos.

Para ele, o Governo não está disposto a fazer nenhum tipo de negociação, "brincou com os interesses" da Igreja Católica e procura "ganhar tempo para tentar pegar um pouco de ar, pois está em situação muito difícil".

sábado, 17 de outubro de 2009

Morales e Chávez desafiam Obama a honrar Nobel suspendendo bloqueio a Cuba

Cochabamba (Bolívia), 17 out (EFE).- Os presidentes da Bolívia, Evo Morales, e da Venezuela, Hugo Chávez, desafiaram hoje o chefe de Estado americano, Barack Obama, a fazer por merecer o Nobel da Paz recém-conquistado suspendendo o bloqueio econômico imposto a Cuba.

Tanto Morales como Chávez, que participam da cúpula da Aliança Bolivariana para as Américas (Alba), disseram que os Estados Unidos deveriam suspender o embargo, imposto em 1962.

"Obama não merece (o Nobel). É preciso ver o acontece nos próximos anos. Veremos se ele o merece", afirmou o chefe de Estado venezuelano.

Por sua vez, Morales desafiou Obama suspender o bloqueio contra Cuba e lembrou que, em 28 de outubro, as Nações Unidas votarão a favor ou contra da continuidade da medida.

"Só dois países rejeitam a suspensão do bloqueio econômico: Israel e EUA. Obama tem que cumprir este mandato do mundo e suspender o embargo econômico. Ele tem dois caminhos: se submeter ao mundo ou se submeter a Israel", afirmou.

Os países da aprovarão hoje uma declaração contra o bloqueio econômico e comercial dos EUA a Cuba durante a cúpula que acontece na cidade de Cochabamba, no centro da Bolívia.

segunda-feira, 10 de agosto de 2009

Alunos cubanos são melhores que os brasileiros porque seus professores sabem mais, diz pesquisador dos EUA

Simone Harnik
Em São Paulo
Avaliações internacionais revelam que o desempenho de estudantes cubanos em matemática e linguagem é bastante superior ao dos brasileiros. E, segundo o pesquisador da Universidade de Stanford Martin Carnoy, há uma razão para essa performance diferenciada na ilha de Fidel: lá a qualificação dos docentes é melhor e o envolvimento, maior.

"A causa principal [para Cuba se destacar nas provas] é que os professores têm mais domínio da disciplina e têm uma clara ideia de como ensiná-la", afirmou o pesquisador ao UOL Educação.

Carnoy estudou as diferenças nos sistemas de ensino do Brasil, de Cuba, e do Chile. Os resultados foram sintetizados no livro "A vantagem acadêmica de Cuba", publicado no Brasil pela Ediouro em parceria com a Fundação Lemann. Durante a última semana, o acadêmico ministrou palestras divulgando o trabalho no país



Simone Harnik/UOL
O pesquisador norte-americano Martin Carnoy, em palestra da Fundação Lemann, na Faculdade de Educação da USP (Universidade de São Paulo), na última quarta-feira (5)

A boa formação do magistério em Cuba é traduzida em alta cobrança aos estudantes - e isso cria um círculo virtuoso, já que os melhores alunos acabam se tornando professores no futuro. "Tudo isso acontece, porque o sistema apoia o professor, ensinando-o a lecionar", diz.

Segundo o norte-americano, no Brasil, a maior parte dos docentes não é formada nas melhores universidades - que, por sua vez, pouco abordam a didática das disciplinas. "Os professores brasileiros não são ensinados a ensinar o currículo. Eles estudam teorias e têm de aprender a lecionar na prática, o que não é um bom método", avalia.

Diretores envolvidos
Além disso, a função do diretor da instituição de ensino em Cuba, afirma o pesquisador, é bem definida: "Ele é responsável pelo nível de instrução de cada estudante. Os diretores sabem exatamente o que cada aluno está aprendendo, sabem o que acontece na escola e com a família". "No Brasil, este papel não é claro. Raramente os diretores visitam as salas de aula", acrescenta.

E o trabalho desse gestor na ilha é beneficiado pelo rigor de um conteúdo programático centralizado. "Em Cuba, não há diversidade no currículo. Em qualquer lugar do país, os estudantes devem aprender a mesma matéria ao mesmo tempo. Isso não acontece no Brasil, há muita diversidade nos currículos", opina.

A abertura no currículo e a falta de rigor sobre o que deve ser ensinado tornam-se mais preocupantes, associados ao fato de que os alunos brasileiros são dispersos e menos solicitados a realizarem exercícios individuais ou coletivos durante as aulas - eles passam pouco tempo em cada tarefa. Em seu estudo de campo, Carnoy verificou isso filmando aulas de matemática nos dois países.

"Os estudantes cubanos recebem uma folha para resolverem problemas. Depois do trabalho, eles discutem de verdade os erros. No Brasil, ainda há professores que passam a matéria na lousa. Os alunos são chamados para resolverem no quadro-negro e, se erram, os professores apagam e não debatem", relata. "É possível mudar essa situação, o que vai exigir muito esforço e vontade política."

Contexto social
O contexto social, de acordo com Carnoy, é outro fator relevante na análise das notas. "Cuba é uma sociedade centralizada e há grande ênfase na educação. O Estado garante que as crianças recebam uma boa educação e saúde", aponta.

O cuidado com a saúde cubano leva ainda a uma nutrição mais vigorosa do corpo discente. Além disso, diz Carnoy, em Cuba praticamente não existe trabalho infantil e violência escolar. As crianças estudam em um ambiente mais seguro e menos desigual que o brasileiro.

"O contexto social em Cuba é muito melhor para as crianças com baixa renda. No Brasil, 40% dos pobres ou muito pobres vivem em condições muito difíceis para aprenderem", diz.

Mas, não, Carnoy não apoia o regime político fechado e autoritário da ilha. "Valorizo a liberdade, e esta é uma questão a se pensar. Vivo em uma sociedade que é muito desigual - 25% das crianças norte-americanas vivem na pobreza e não têm liberdades.

Já, em Cuba, os adultos têm poucas liberdades, mas as crianças têm o direito de crescerem saudáveis", relativiza.


UOL Celular

sexta-feira, 31 de julho de 2009

Obama mantém política de intromissões na América Latina, diz "Granma"

colaboração para a Folha Online

O presidente dos Estados Unidos, Barack Obama, dá continuidade à política de seu antecessor, George W. Bush (2201-2009), de intromissões na América Latina, afirmou nesta sexta-feira o jornal oficial cubano "Granma", ao criticar sua posição diante da crise em Honduras e sua suposta expansão militar na região.

O "Granma", porta-voz do governante Partido Comunista, afirma que Obama "pretendeu tomar distância de seu antecessor nos vínculos com a América Latina", durante a Cúpula das Américas, em abril, mas "os últimos passos mostram que seu governo é continuador da política de intervenção de Bush".

"O golpe de Estado em Honduras confirma isso. Washington manteve uma via dupla que, na prática, serve para os golpistas ganharem tempo, sobretudo para reprimir e tentar dobrar a resistência das organizações populares", afirma o jornal em um artigo intitulado "A Casa Branca mantém sua exalação bushista".

O texto diz que 'a posição ambivalente da Casa Branca encoraja as autoridades 'de fato'" que expulsaram o presidente Manuel Zelaya de Honduras há um mês, e aponta que o país "parecesse não estar no mapa para Obama".

O "Granma" disse que entre a Casa Branca e a direita americana "as diferenças parecem somente políticas, quando se trata de reverter o processo de mudanças na América Latina".

Segundo o jornal, os dois atacam a Aliança Bolivariana para as Américas (Alba), formada pela Venezuela, Nicarágua, Honduras, Bolívia, Cuba, Equador e ilhas do Caribe.

Além disso, o artigo ressalta que Obama "levará a um nível superior o Plano Colômbia de Bush", para expandir a presença militar de Washington no país, o que qualifica de "estrutura militar e de espionagem", com os alvos postos nos governos de Caracas e de Quito.

Venezuela

O "Granma" detalha ainda alguns "sinais" de Washington que, em sua opinião, deixam clara sua 'hostilidade' com o governo do presidente venezuelano, Hugo Chávez.

Para o jornal, a Casa Branca "elevou o nível" de uma visita de dirigentes da oposição venezuelana a Washington, liderados pelo prefeito de Caracas, Antonio Ledezma.

Também lembrou que, após o golpe em Honduras, a secretária de Estado, Hillary Clinton, concedeu uma entrevista em seu escritório ao canal venezuelano Globovisión, dizendo que teve 'uma ativa participação no golpe de Estado em abril de 2002 e na greve petroleira contra o presidente Chávez".

"Washington sabe bem disso e Hillary parece não esconder sua simpatia pelo papel desestabilizador que esse meio golpista desempenha contra o Governo de Chávez", acrescentou o 'Granma'.

Honduras

Na semana passada, o ex-ditador cubano Fidel Castro desqualificou a mediação do presidente da Costa Rica, Oscar Arias, no conflito político em Honduras e disse que os Estados Unidos atribuíram essa responsabilidade para "ganhar tempo" a favor do governo interino.

Em um artigo publicado na imprensa oficial, Fidel, 82, distante da vida pública desde que ficou doente há quase três anos, disse que Arias é "um político neoliberal, talentoso e possui facilidade com as palavras, extremamente calculista e aliado fiel dos EUA".

"Após duas semanas de crescente luta popular, os EUA fizeram manobras para ganhar tempo. O Departamento de Estado atribuiu a Oscar Arias [...] a tarefa de auxiliar o golpe militar em Honduras, assediado pela vigorosa, mas pacífica pressão popular", afirmou.

O ex-líder cubano disse na semana passada que as negociações eram uma tática postergatória para desgastar os que se opõe à deposição do presidente Manuel Zelaya, ocorrida no dia 28 de junho.

Com Efe

domingo, 26 de julho de 2009

Raúl Castro anuncia novo ajuste econômico em Cuba

JEFF FRANKS
da Reuters, em Holguin (Cuba)

O presidente cubano, Raúl Castro, disse neste domingo que o seu governo se prepara para o segundo ajuste de gastos de 2009, devido à crise internacional, e pediu que os cubanos impulsionem a produção agrícola como uma "prioridade estratégica".

Recentemente, Cuba anunciou uma redução na sua meta de crescimento econômico, de 6% para 2,5%. O país também lançou um plano para diminuir o consumo energético.

Durante discurso para celebrar o 56º aniversário do ataque ao quartel Moncada, ação militar que marcou o início da revolução de 1959, Raúl Castro disse que nos próximos dias o seu gabinete vai se reunir para avaliar o impacto da crise na ilha.

"A terra está aí, aqui estão os cubanos, veremos se trabalhamos ou não, se produzimos ou não, se cumprimos nossa palavra ou não", afirmou o presidente.

O governo cubano aposta em fazer a economia estatal mais produtiva, no lugar de empreender grandes reformas.

Raúl Castro não mencionou o governo dos Estados Unidos, tema frequente dos discursos políticos.

sexta-feira, 17 de julho de 2009

Laboratório argentino lança produção de antiviral para gripe

Buenos Aires, 17 jul (EFE).- O laboratório Sidus, de capital argentino, disse hoje que iniciou a produção na Argentina de oseltamivir, indicado para o tratamento do vírus A (H1N1) da gripe suína, de alta circulação neste país.

A Sidus destacou, em comunicado, que foi um dos laboratórios que conseguiram a licitação convocada pelo Governo argentino e que fornecerá ao Ministério da Saúde argentino 1,4 milhão de cápsulas (140 mil doses de tratamento) do remédio.

Além disso, a empresa farmacêutica argentina produzirá um excedente para abastecer outros canais de distribuição, "de maneira a aproximar este produto à população", disse a companhia.

O remédio é produzido na unidade farmacêutica que a Sidus tem na cidade de Pilar, na província de Buenos Aires.

Na terça-feira, a Argentina informou sobre 137 mortos pela gripe suína, e com isso superou o México e se transformou no segundo país do mundo com maior quantidade de mortes pela doença, depois dos Estados Unidos.

Segundo as autoridades argentinas, há 3,056 mil casos confirmados por amostra de laboratório, mas os infectados poderiam chegar a 100 mil.

Apesar do nome, a gripe suína não apresenta risco de infecção por ingestão de carne de porco e derivados.